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25 de março de 2016

Mãe General

Minha mãe ficou viúva muito jovem e teve de se virar sozinha com os filhos. Naquela época, a educação dada às crianças não era nem perto do que é hoje! Respeitávamos nossos pais à base de palmadas, cintadas, chineladas e outros... rsrsrs 

Não era fácil ser criança. Quem aprontava, não escapava de um castigo, seja doído ou apenas ficar num canto da casa sem sair mesmo. Não que tenha sido tão ruim assim (embora, doíam as palmadas sim... haha), mas era a forma que nossa mãe encontrava para dar conta de nós, sem que "desviássemos dos caminhos certos".

Enfim, sobrevivemos e hoje, somos adultos bem educados e bem resolvidos que, não tenho dúvidas, foi pela educação que ela nos deu. Não foi fácil para uma jovem senhora assumir tanta responsabilidade sozinha, como trabalhar fora, cuidar da casa e educar três filhos. Compreensíveis as atitudes.

É fato que a fama de "General" ainda se mantém até os dias de hoje, mas quem sofre com as broncas e olhares dela, não somos nós, os filhos, agora, quem assume as broncas sozinho, é nosso padastro. Pobre homem... haha

Cada vez que nos reunimos em casa, ele revela os "castigos" que sofre pela "mãe-general" e nos acabamos em risadas e "compadecência" com ele... rsrs

O último causo que ele nos contou foi de uma situação em que, numa noite fresquinha, ele foi dormir depois de nossa mãe e viu que ela dormia toda encolhidinha, com a cobertinha tampando até a cabeça. Ele achou graça da "pose de caramujo" e resolveu aprontar com ela. 

Na primeira vez, disse que puxou a coberta bem devagarinho até os pés dela e ela, sonolenta, só puxou a coberta de volta sem dizer nada. Na segunda, qdo ele foi puxar de novo, ela deu uma seguradinha, mas ele puxou de novo até seus pés. Ela buscou de volta.

Na terceira tentativa, ele teve a ousadia de sacudir a coberta como se estivesse estendendo um lençol arremessando pra cima. Neste exato momento, ele assinou a sua sentença de morte!!! Dona Isolde (nome da nossa rainha), num ímpeto, levantou-se e deu uma baita bronca nele sem parar de falar por horas e horas e horas!!!  hahaha (Conheço bem isso... rs)

Ele, ficou todo sem jeito, parecia um cãozinho sem dono e não restou-lhe deitar ao lado e assumir as consequências... hahaha Mas tudo bem, ele sobreviveu, dormiu depois com as orelhas quentes e ainda passou o dia seguinte ouvindo as broncas... kkkkk

O mais engraçado disso tudo é que ele sempre nos conta isso. Leva bronca e vem "xurimingar" conosco... Daí, minha mãe nos fala: "Ele tem medo mas não tem vergonha..." hahaha Segundo ele, aproveita pra desabafar quando estamos lá, pois sente-se seguro... Embora, já sabe que vai levar outra bronca quando a gente for embora de novo... 

Mas contos à parte, esse é o jeito da nossa mamis. Foi e é uma guerreira, pois venceu muitas situações difíceis, teve perdas importantes na vida e sempre se virou sozinha e resolveu seus problemas. Por fim, conheceu nosso padastro com quem recomeçou uma nova vida e vivem felizes para sempre: ela manda e ele obedece... hehe <3

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Beijos,
Dalva

1 de março de 2016

Paz, amor e gentileza

Estava passeando pelo centro da cidade com a minha filha quando nos deparamos com alguns hippies vendendo artesanatos feitos na hora, por eles mesmos.

Fiquei olhando, meio que de longe, com um "sorriso mental" para o grupo, quando um deles me abordou, educadamente, me perguntando: 
- "Moça, qual o seu nome?" 
- "Dalva" - Respondi e ele, gentilmente, me perguntou: 
- "Se eu fizesse um trabalho com o seu nome, você compraria?"

Respondi que sim, mas naquela ocasião, estava com pressa e continuei meu caminho. Enquanto caminhávamos, minha filha disse: 
- "Percebeu que em meio a tantas pessoas, ele só te abordou? É provável que ele se identificou com o teu estilo, né?"

Fiquei pensativa e respondi a ela: 
- "Acho que não foi isso. Talvez eu tenha transmitido algo que o fez simpatizar comigo. Percebi que, entre tanta gente, apenas eu olhei em seus olhos e sorri pra ele..."

É incrível como um contato visual gera uma certa confiança, né? Naturalmente, o hippie sentiu-se seguro em me abordar e assim o fez. Como não poderia deixar de ser, agi como faria com qualquer pessoa: educadamente. 

Infelizmente, eu percebo que várias pessoas ignoram os hippies, subestimando seu trabalho ou seu modo de viver. Já eu, não sou assim. Não os ignoro, aliás, muito pelo contrário! Admiro seus estilos e a coragem de viver "desapegados" de um monte de coisas que nós não vivemos sem. Retribuo o contato da melhor forma, afinal, não me custa ser gentil.

Aprendi que gentileza gera gentileza e isso não é só clichê não. É a mais pura verdade... já tentou tratar alguém de forma grosseira? Obviamente, a reação será a mesma. Então, por que não transmitir energias boas? Um sorriso?

Depois, fiquei pensando... minha filha tinha razão. Ele se identificou comigo sim, mas não pelo estilo e sim por minha simpatia ser igual a dele. Dias depois, resolvi voltar àquele local novamente porque queria comprar o artesanato. Porém, para minha frustração, eles não estavam mais lá... sim, são nômades e eu esqueci desse detalhe.

Lamentei por não ter comprado e contribuído para o trabalho do hippie naquele dia. Perdi a oportunidade de satisfazê-lo com a venda e também deixei de ter o meu nome trabalhado por suas mãos. Outro aprendizado: não deixe para outo dia o que pode fazer hoje!! 

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Beijos,
Dalva

10 de fevereiro de 2016

Já acabou o carnaval?

Gente, desculpe... mas não sou dessas que ama, curte e acha o carnaval super legal. Sou chata mesmo. Prefiro ficar quietinha em casa assistindo filmes com pipoca do que correr atrás de um trio elétrico... alguns vão dizer que é coisa da idade. Ok, que seja! Mas definitivamente, não gosto. "Pulo" sempre pra fora do carnaval. 

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Primeiramente, porque vejo muito dinheiro envolvido que poderia ser aplicado em programas sociais (saúde, educação, habitação, etc... que estão um caos no país). Nesse caso, para os grandes carnavais em que envolve dinheiro público. Já os carnavais de cidades ou locais menores, tudo bem, porque é o povo que tira o dinheiro do bolso. Afinal, cada um gasta como quer.

Além do mais, querem censurar tantas coisas, como os casamentos homoafetivos, julgam mães que amamentam em locais públicos, criticam tatuados, religiosos, etc... mas permitem corpos semi-nus, coloridos, cheios de purpurinas, pessoas exagerando na bebida e se tornando chatas! Tô fora!

Veja bem, não estou aqui criticando quem gosta, viu? Gosto é gosto e não se discute. Admiro os corajosos que ainda tem pique para curtir os carnavais Brasil afora. Lembro da minha adolescência que até frequentei alguns bailes de carnaval, mas lá era outra coisa... fantasias descentes e engraçadas, com brincadeiras sadias e sem maldades. 

Enfim, não me julgue por isso. É apenas, a minha opinião e essa não conta, diante de todos os milhões de brasileiros que curtem essa festa. Entendo que faz parte da nossa cultura e tal, mas não consigo apreciá-la. Fico bemmm longe.

Agora, sem ser hipócrita, vou dizer que tem algo que gosto no carnaval, sim. O feriado... hahaha Aproveito para colocar minhas coisas em dia, assistir meus filmes, fazer comidinhas gostosas, curtir com a família e amigos que compartilham do mesmo sentimento. 


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E pra isso que vivemos num mundo democrático! Cada um com seus gostos... viva a diversidade!!

Beijos, 
Dalva