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24 de maio de 2016

Eu e a Lei de Murphy

A lei de Murphy é mesmo implacável!! Estava eu no supermercado, já com as minhas comprinhas prontas pra passar no caixa. Eram apenas 4 itens e, como sempre faço, procurei um com menos fila até encontrar um que só tinha duas pessoas (uma já passando as compras e a outra esperando). Resolvi ficar por ali mesmo.

Na espera, eis que o cartão do cliente que estava sendo atendido, deu problema. Sei lá o que era, mas não passava, de jeito nenhum. A moça do caixa insistia até que resolveu chamar um suporte para ajudá-la. E o negócio, começou a demorar... Comecei a observar os demais caixas e vi as pessoas que chegaram depois de mim, indo embora já.

Enquanto a atendente do meu caixa, mais a "ajudante" estavam "lutando" com o cartão do homem... (afff!) me "reneguei" e fui para outro caixa, que só tinha uma senhora passando as compras e que, supostamente, seria mais rápido. Porém, ela resolveu pagar em cheque. Daí, veio a pergunta da atendente: "A senhora possui cadastro conosco?" A mulher disse que sim.

E, como não poderia deixar de acontecer, devido a Lei de Murphy, começou a demora de novo... E sabe por que? Porque a atendente iniciou a busca pelo cadastro da mulher no sistema e não localizava nunca!!!! Resultado? A mulher não tinha o tal do cadastro! Teriam que fazer outro... daí, como é de praxe, a atendente solicitou todos os documentos da mulher. 

A essa altura, o homem do cartão do outro caixa, já estava indo embora e eu poderia estar sendo atendida, se lá tivesse ficado... :(

Lá se foram mais alguns preciosos minutos da minha vida. Mas resolvi esperar porque se mudasse, daria no mesmo.  Então, né? Enfim, após o cadastro pronto, a mulher quis saber pra quando poderia "pré-datar" o cheque. Quando soube da resposta, analisou e disse: "Ah, então nem compensa! Vou pagar no cartão de crédito mesmo".

Nessa hora, quase chorei...

Imagem da Internet

Então, provo aqui, mais uma vez a força da Lei de Murphy! Se alguma coisa tiver cinquenta por cento de chance de dar errado, dará! Quer um conselho? Quando estiver em filas de supermercado, nunca mude!

Beijos,
Dalva

25 de março de 2016

Mãe General

Minha mãe ficou viúva muito jovem e teve de se virar sozinha com os filhos. Naquela época, a educação dada às crianças não era nem perto do que é hoje! Respeitávamos nossos pais à base de palmadas, cintadas, chineladas e outros... rsrsrs 

Não era fácil ser criança. Quem aprontava, não escapava de um castigo, seja doído ou apenas ficar num canto da casa sem sair mesmo. Não que tenha sido tão ruim assim (embora, doíam as palmadas sim... haha), mas era a forma que nossa mãe encontrava para dar conta de nós, sem que "desviássemos dos caminhos certos".

Enfim, sobrevivemos e hoje, somos adultos bem educados e bem resolvidos que, não tenho dúvidas, foi pela educação que ela nos deu. Não foi fácil para uma jovem senhora assumir tanta responsabilidade sozinha, como trabalhar fora, cuidar da casa e educar três filhos. Compreensíveis as atitudes.

É fato que a fama de "General" ainda se mantém até os dias de hoje, mas quem sofre com as broncas e olhares dela, não somos nós, os filhos, agora, quem assume as broncas sozinho, é nosso padastro. Pobre homem... haha

Cada vez que nos reunimos em casa, ele revela os "castigos" que sofre pela "mãe-general" e nos acabamos em risadas e "compadecência" com ele... rsrs

O último causo que ele nos contou foi de uma situação em que, numa noite fresquinha, ele foi dormir depois de nossa mãe e viu que ela dormia toda encolhidinha, com a cobertinha tampando até a cabeça. Ele achou graça da "pose de caramujo" e resolveu aprontar com ela. 

Na primeira vez, disse que puxou a coberta bem devagarinho até os pés dela e ela, sonolenta, só puxou a coberta de volta sem dizer nada. Na segunda, qdo ele foi puxar de novo, ela deu uma seguradinha, mas ele puxou de novo até seus pés. Ela buscou de volta.

Na terceira tentativa, ele teve a ousadia de sacudir a coberta como se estivesse estendendo um lençol arremessando pra cima. Neste exato momento, ele assinou a sua sentença de morte!!! Dona Isolde (nome da nossa rainha), num ímpeto, levantou-se e deu uma baita bronca nele sem parar de falar por horas e horas e horas!!!  hahaha (Conheço bem isso... rs)

Ele, ficou todo sem jeito, parecia um cãozinho sem dono e não restou-lhe deitar ao lado e assumir as consequências... hahaha Mas tudo bem, ele sobreviveu, dormiu depois com as orelhas quentes e ainda passou o dia seguinte ouvindo as broncas... kkkkk

O mais engraçado disso tudo é que ele sempre nos conta isso. Leva bronca e vem "xurimingar" conosco... Daí, minha mãe nos fala: "Ele tem medo mas não tem vergonha..." hahaha Segundo ele, aproveita pra desabafar quando estamos lá, pois sente-se seguro... Embora, já sabe que vai levar outra bronca quando a gente for embora de novo... 

Mas contos à parte, esse é o jeito da nossa mamis. Foi e é uma guerreira, pois venceu muitas situações difíceis, teve perdas importantes na vida e sempre se virou sozinha e resolveu seus problemas. Por fim, conheceu nosso padastro com quem recomeçou uma nova vida e vivem felizes para sempre: ela manda e ele obedece... hehe <3

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Beijos,
Dalva

28 de janeiro de 2016

A mala vermelha

Os aeroportos são locais cheios de histórias pra contar, né? Das minhas passagens por lá, não havia ainda acontecido nada de diferente, até então.

Pra não passar por esta vida sem uma “história de aeroporto” pra contar, eis que essa semana, ao buscar minha filha de uma viagem, algo curioso aconteceu. Eu a esperava no portão de desembarque quando vi um cidadão vindo com uma mala idêntica a dela.

Comentei com meu esposo: “Essa mala é da Jéssica!” Lógico que ele resistiu e disse: “Existem milhões de malas iguais...” Eu não me conformei e disse pra ele ir atrás do homem porque poderia sim ser a dela. E Ele foi um pedaço e desistiu, pois achou que estava indo em vão. Tinha esperança que a mala não fosse a dela.

Por fim, lá vem a Jéssica, depois de todos os passageiros do mundo terem saído do portão, vinha ela toda triste porque não encontrou a mala, dizendo que ficou apenas outra mala vermelha na esteira... ouvimos isso e saímos correndo como loucos atrás do tal homem!!!!


Obviamente, não o encontramos mais. Se perdeu na multidão e foi embora com a mala dela. Então, fomos aos atendentes da companhia aérea, pedir orientação pois obviamente que o “ser distraído” trocou as malas uma vez que outra mala vermelha ficou na esteira. Primeira notícia nada boa: o contato que tinham do tal passageiro era da agência de viagens na qual o cidadão comprou a passagem e que, por sua vez, aquele horário não estavam em atendimento. 

Pronto! Pensamos: "só vamos resgatar a mala amanhã" (a essa altura já era quase meia noite). E, de fato, no dia seguinte começa a maratona atrás do "homem da mala vermelha". Primeiro contato da companhia aérea com a agência não teve sucesso, pois informaram que não poderiam passar os dados do cliente... Me informaram isso e não me conformei. Pedi o contato da agência e, pra minha surpresa, também não quisera me dar porque iriam resolver.

Humpf!! A essa altura (tipo umas 10:00 hs da manhã), eu já estava agoniada porque ninguém me dava uma informação correta e a minha filha na maior tristeza porque estava com a intuição de que nunca mais iria ver suas coisinhas...

Só sei que fiz uns dez contatos com a companhia aérea até que, enfim, o homem me liga pra dizer que estava com a mala. ALELUIA!!!! Cheguei a ficar até com uma peninha dele, pois me pediu desculpas um milhão de vezes, todo sem jeito. Disse que ficou muito mal quando percebeu que a mala não era dele e que iria devolver o mais breve possível. Ou seja, ainda existe gente boa nesse mundo (e distraída, diga-se de passagem). 

Pensei com meus botões: Você utiliza uma mala vermelha para diferenciá-la e destacá-la das demais que são pretas ou, no máximo, azul-escuro, mas incrivelmente, outra pessoa pensa como você. Mais incrivelmente ainda, essa pessoa acredita que só existe a mala vermelha dela!

Moral da história: Sempre vai ter alguém roubando suas ideias... e levando suas malas. hahahaha

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Ps. A saber, ele devolveu a mala no dia seguinte a tarde. 

Beijos,
Dalva

8 de janeiro de 2016

Quem tem medo de barata? E da barata voadora?

Não sei vocês, mas eu tenho nojinho/medo de baratas. Entendo que ela é apenas um pequeno inseto e tem seu propósito de vidinha dela. Ok. Mas daí, a bicha voar, já é demais, né??

Dias atrás, em uma noite muito quente (típica do verão blumenauense), com todas as janelas abertas, adivinha??? Uma barata voadora, tamanho extra grande, entrou toda desnorteada pela casa e me deixou em pânico. Obviamente, que ela voaria até mim em questão de segundos, pois as danadas procuram quem tem medo, né? Ou seria a Lei de Murphy? 

Enfim, após acompanhá-la em seu voo, esperei que pousasse num lugar visível para que eu pudesse me proteger, claro. No entanto, a danada simplesmente, desapareceu. Por fim, já estava até esquecendo da presença dela por ali e estávamos conversando quando reparei que ela estava na cabeceira da cadeira em que a namorada do meu filho estava sentada.

Foi aí, que pensei em salvá-la daquele gigante inseto voador e disse: "Hany, não se mova. A barata está bem atrás da sua cabeça. Não olha." Nem terminei a frase e a moça virou a cabeça rapidamente, assustando a bicha e fazendo com que ela alçasse voo novamente pela casa. E não poderia ser diferente, ela voou em minha direção!!!!

Dei aquele gritinho básico, estridente e fiz um monte de barulhos, pois me deu dezesseis tipos de coisas!!! Enquanto eu estava em pânico, todos estavam a rir. Percebi que todos ali, nem se importavam com a presença deste ser, só eu!

Mas depois me salvaram e colocaram o bicho pra fora... agora, registro aqui a minha indignação: DONA BARATINHA, MUITA SACANAGEM VOCÊ TER ASAS, VIU??


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Beijos,
Dalva


9 de dezembro de 2015

Tal mãe, tal filha

Minha filha me convidou para acompanhá-la ao shopping pois precisava comprar uma roupa para uma festa de encerramento da empresa onde trabalha. Ok. Lá fui eu... Porém, como toda mulher (ela é meu bebê ainda, mas se sente uma mulherzinha, vou respeitar... rsrsrs), consagrou a via sacra por todas as lojas da galáxia que existiam naquele shopping!!

Entre idas e vindas, provas e mais provas de roupas, decisão e indecisão com o que levar, eu já estava no meu limite da preguiça e do cansaço quando me dei conta que o "papel" foi invertido. Explico: estava eu andando atrás dela o tempo todo, carregando peças, sacola, celular, avaliando as provas até que, me pego fazendo tal pergunta a ela:

- Que horas vamos comer? (importante mencionar que eu já queria comer quando chegamos ao shopping... rs)

Ela, com aquela cara de "Meu Deus, né??", respondeu:

- Calma, a gente já vai...

E assim, foram mais algumas horas e a cada meia hora, eu saía com as perguntinhas, típicas de filha impaciente/adolescente (tá, é redundante, mas quero dar ênfase mesmo!): 

- Vamos? Quase pronta? Não está com fome? Falta muito? Quer passar em mais alguma loja ainda?

E ela, incorporando o perfil de mãe, respondia:

- Calma, a gente já vai. Espera mais um pouquinho tá? Logo a gente vai comer...

Por fim, comentei com ela:

- Você parece uma "mãe" falando com a filha.

Ela retrucou:

- Mas também!!! Tu parece uma filha adolescente!!! Dá pra ter um pouco de paciência?

Logo, fui obrigada a rir da situação. Impossível não perceber a inversão de papéis. Comentamos e rimos juntas da situação. Fiz ela relembrar quantas vezes ela fez isso comigo e eu, enquanto mãe, tive que ter jogo de cintura para "driblar" a impaciência dela. hahaha

Para finalizar o nosso passeio (Aleluia!!!), ela me convidou, enfim, para fazer um lanche. Nesse momento, voltamos aos papéis originais. Sabe por que? Adivinha quem a pagou a conta??? Pois é! A verdadeira mãe, no caso, euzinha!! 


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Beijos,
Dalva

27 de julho de 2015

O amor na terceira idade

Então, hoje vou tratar de um assunto aqui que eu adoro que é a terceira idade. Dia desses, já postei um texto bem legal falando sobre o comportamento de idosos neste post aqui. Mas hoje, especificamente, vou escrever sobre o relacionamento amoroso que envolve essa fase.

Como é bonitinho ver um casal de idosos namorando, né? É muito fofo!! Parecem adolescentes apaixonados. Por sorte,  a expectativa de vida no Brasil tem aumentado e isso, tem dado muitas oportunidades para os velhinhos. 

Conheço muitas pessoas que, ao perder seu companheiro na velhice, acham que não pode mais refazer a sua vida no campo afetivo. Outras pessoas, como filhos e netos também não apoiam a reconstrução afetiva de seus pais ou avós! Que egoísmo esse, gente! Eu discordo totalmente disso! Sou a favor sim, que cada pessoa deva refazer a sua vida se assim achar um companheiro(a) que o faça feliz. Pronto falei!

A paixão não é um privilégio só para os jovens, não. Esse sentimento está presente em todos os indivíduos e é necessário que se reconstrua a vida amorosa até para a auto-realização e a manutenção da auto-estima. Ajuda a viver! 

É um paradoxo, mas envelhecer é uma vitória, pois algumas pessoas morrem, outras envelhecem. Portanto, o que é melhor? Morrer ou envelhecer? Embora, eu tenha uma visão otimista, reconheço que existem envelhecimentos nem tão bem sucedidos, e ainda, aqueles sem nenhum sucesso. Mas isso, não pode afetar aqueles que podem e devem viver um novo amor.

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Minha mamis é um exemplo que é possível reconstruir a vida amorosa na terceira idade. Após ter ficado viúva, deu jeito de criar os filhos e ficou sozinha por muito tempo. Sempre relutava em arrumar um novo companheiro, embora eu sempre dei maior apoio pra ela arrumar um novo love.

Porém, ela não se sentia confortável em "namorar" de novo. Tinha medo de sofrer ou da nossa desaprovação para a relação com uma nova pessoa. Ficava quietinha, na dela e nem queria sair muito para as "baladas" da terceira idade, apesar de eu sempre incentivá-la a participar dessas coisas.

Enfim, eis que ela tomou coragem, incentivada por uma amiga e vizinha e começou a participar desses encontros. Ela se empolgou, gostou de frequentar esses espaços até que arrumou um namoradinho... hahahaha

Inicialmente, ela sentia-se sem jeito em nos contar. Mas criou coragem e nos comunicou de seu relacionamento com essa pessoa. Nos apresentou e, para nossa alegria, ele é uma pessoa de bem. Ficamos aliviados e felizes, acima de tudo, pois minha mãe teria uma nova change de viver um grande amor.

Hoje, ambos estão juntinhos (a relação já dura cinco anos), se divertem em bailinhos, viajam, visitam amigos e parentes. Almoçam e jantam fora, compram coisinhas juntos e são bem felizes. Parecem um casal de jovens namorados. <3


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Por isso é que digo: Viva o amor!!! Independente da idade ou da circunstância, o importante é amar e se sentir amado. Toda pessoa pode e deve recomeçar um novo relacionamento e ser feliz.

Beijos,
Dalva

18 de março de 2015

E o valor da amizade? (Post desabafo)

Oi, gente.

Hoje quero falar de um assunto muito triste que está envolvendo nosso país ultimamente. É sobre as manifestações que estão acontecendo em toda parte. Por um lado, fico feliz em ver o povo indo para as ruas e lutarem por um país melhor, mas por outro, fico triste com as "briguinhas" que vem acontecendo com as pessoas.

Acompanho pelas redes sociais as "alfinetadas", ofensas, xingamentos e até término de amizades que já duravam anos... Que coisa feia isso, gente! 

Tenho amigos de todos os partidos e nunca ofendi e nem gostaria de ser ofendida por questões partidárias. Acho lamentável, essa "divisão" que se formou no Brasil. Problemas, todos os países tem, mas a ponto de as pessoas sentirem raivas umas das outras, como vem acontecendo aqui, me deixa chocada. 

Entendo que não somos obrigados a gostar de todo mundo, mas por educação, devemos respeitar a todos. Aceitar as diferenças e aprender a conviver com elas, é uma demonstração de maturidade e isso faz com que vivemos melhor. Mágoa só faz mal para quem sente.

Não que eu seja da turma do "deixa disso", mas ficar de "mimimi" por causa de política, né? Que chatice. Sejamos mais compreensíveis com as opiniões alheias, pois a vida segue.

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Beijos,
Dalva

4 de março de 2015

Coisas da velha infância

Andei comparando a minha infância com a de hoje em dia e, é óbvio, que há muita diferença! Lembrei das brincadeiras "malucas", mas muito divertidas. E que éramos muito criativos e fazíamos diversas "adaptações" emocionantes... 

Para entender, vou contar uma passagem da minha doce infância...

Bem no passado, minha mãe trabalhava em um hospital da pequena e pacata cidade de Ibirama/SC, lugarejo este, com poucas opções de lazer (continua assim, gente). Então, ela pra ajudar a gente  a ter um pouco de lazer criativo, nos trazia algumas curiosidades não usadas mais lá e que servia de acessórios para nossas brincadeiras. 

E, certa vez, ela trouxe algumas seringas* numa caixa de sapato que não seriam mais utilizadas no hospital para que eu brincasse com minhas bonecas. Porém, ela recomendou: "Espere até eu retirar as agulhas e lavar todas elas pra você brincar". Disse isso e deixou a caixa na lavação. Pensei: "Ok. Entendi direitinho, vou esperar".

Mas como toda criança, com o instinto aventureiro aflorado, não consegui esperar. Convidei meu irmão e meus primos para brincar de "Polícia e ladrão" e as armas seriam as seringas. Iríamos enchê-las de água e respingaríamos nos "ladrões" ou nos "policiais", conforme a função de cada um.

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Entretanto, algo deu errado, como era de se esperar. Minha mãe havia deixado uma panela suja de leite, cheia de água na pia (na época, se fervia o leite de vaca na panela para "matar" bactérias e eliminar impurezas - sei lá se resolvia, mas era assim). Então, era lá que a gente "abastecia" nossas "arminhas".

A seringa ainda com a agulha, pra ficar mais emocionante, enfiávamos a ponta nessa água suja de leite e puxávamos a "alavanquinha" até encher. Daí, saíamos à procura dos "inimigos"! Foi aí que me dei mal!!!

Fui atingida por alguém da minha equipe: estávamos escondidas, eu e uma prima, no meu quarto. Foi quando, abri a porta devagarinho para não ser vista pelos inimigos, mas alguém (acho que foi meu irmão) empurrou a porta com força fazendo com que meu braço fosse para trás e meu cotovelo encontrasse a seringa na mão da minha prima! 

Existe um pequeno espaço no cotovelo, entre um osso pequeno e um maior (aquele que dá calinhos) que a agulha da seringa entrou e a pamonha da minha prima, com o susto, ainda apertou e o liquido entrou em mim!!! Quando olhei para trás a primeira coisa que perguntei: "Tinha muita água suja aí?" Ela me disse, com um sorriso amarelo: "Estava cheio..." Quase morri quando vi que só tinha a metade!!!!!

Foi aí que a brincadeira terminou! Chamei todos para uma reunião e disse: "Acabou a brincadeira!! Vamos colocar tudo  no lugar e não vamos contar para a minha mãe. Me despeço aqui de todos, foi bom conviver com vocês mas vou morrer... pois aquela água suja foi introduzida em mim... devo ter algumas horas ainda..."

Todos ficaram chocados, claro!! Mas arrumaram tudo, para que a minha mãe não percebesse nossa aventura e desobediência... foram, cada um para a sua casa, assustados, e eu fui para cama, esperar a morte chegar... hahahahhaha

Claro que não morri!! Tô aqui vivinha da Silva!!  Minha mãe só soube isso, muitos anos depois, quando e gente já virou adultos e deu boas risadas! Só disse: "Vocês aprontaram cada uma e eu só descubro agora?"

Pois é, não sei se a minha infância foi melhor que as de hoje, mas garanto que emoção e aventura, não faltaram!!


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Beijos,
Dalva

*Atualmente, os hospitais dão o devido descarte para o lixo hospitalar. Na época, não havia esse cuidado.

25 de fevereiro de 2015

Amizade que não tem preço.

Oi, Gente!

Hoje, quero compartilhar com vocês algo que me emocionou dia desses em que vinha eu, caminhando na volta da academia, quando me deparei com uma cena linda! Linda e comum, pois acredito que todos já viram isso: Um carroceiro, catador de material reciclável (por favor, nunca falem "catador de lixo", ok?). Até aí tudo bem. Mas o que me chamou a atenção, foi ele ter um companheirinho muito simpático! Um cãozinho que o acompanhava na sua jornada. 

Eu não quis chamar a atenção do homem, pois não sabia se ele iria gostar de mim e deixar eu bater uma foto. Então, fiquei fazendo umas gracinhas, em silêncio, para o cãozinho com intuito de fotografá-lo. Ele foi um fofo, gente! Ficou olhando para mim, o tempo todo. Me deu vontade de trazê-lo comigo. Mas né? Não poderia...

Olhem que coisa mais linda!


Arquivo Pessoal

O que eu quero dizer aqui é que fiquei feliz em saber que esse cidadão pode contar com amizade desse cãozinho para seguir em frente na sua dura batalha pela sobrevivência. Fico até emocionada em falar, ou melhor, escrever isso porque tanto um quanto o outro não deve ter mais ninguém por eles. Acho linda parceria entre eles. 

As vezes, algumas pessoas dizem que bichos não tem sentimentos e tal. Eu discordo! Tem sentimentos, sim e demonstram isso o tempo todo! Acredito que os bichos podem ser excelentes companhias... as vezes, até melhor que muitos humanos! Afinal, se não fosse o cãozinho, quem iria estar ao lado de um catador? Ou ao contrário, quem estaria com um cãozinho de rua? Pois é.


Essa amizade também me fez refletir sobre o comércio de bichinhos de estimação... eu fico triste com isso. Sou o tipo de gente que acredita que amizade não se compra. Os "vira-latas" também merecem ter uma família e um lar. Há tantos bichinhos abandonados, passando frio e fome enquanto tanta gente paga fortunas para ter bichinhos de raça... Não que eles não mereçam ter família e lar também. Claro que sim, mas digo que sou uma sonhadora em pensar que deveriam parar com essas procriações desenfreadas e apenas doarem os bichinhos, sejam de raça ou não. Esse assunto é polêmico, né? Deixa quieto.

Acompanhei os dois por algum tempinho e fiquei observando... E lá se foram eles, me deixaram com vários pensamentos e um sentimento que bagunçou meu coração... Fiquei torcendo para reencontrá-los e ver que estão bem e juntos! Me resta torcer por estes dois e desejar, mesmo que silenciosamente, toda a sorte do mundo para eles.

Arquivo Pessoal

Vão firmes, guerreiros! E sejam felizes, na medida do possível, pois estou torcendo pra isso!

Queridos leitores, escrevi esse relato com lágrimas nos olhos, pois acreditem, é mesmo uma grande reflexão essa imagem... Pelo menos para mim, que tenho muito amor e respeito por esses "serezinhos" tão dependentes de nós. 

Até a próxima!

Beijos,
Dalva

11 de fevereiro de 2015

Filhos e suas pérolas: O Chiclete Vilão (Mais um "causo" de família)

Dia desses, vendo minha filha se arrumar para o trabalho (tão adulta e tão linda...), passando perfume no pescoço... lembrei de uma situação muito engraçada que vivi com ela quando ainda era uma garotinha, sei lá, deveria ter uns quatro ou cinco aninhos, talvez.

Certa vez, ela ganhou um chiclete e foi mascar, mas uns minutos depois, veio desesperada com a mão no pescoço gritando:
- Mãe!!!! O chiclete está grudado na minha garganta... buáááááá
Veio aos prantos e me deixou desesperada. Tentei acalmá-la:
- Calma filhinha, faça força pra engolir que ele desce pela garganta...
 (Já que eu não iria conseguir trazer de volta até a boca, né?).

Ela engolia e engolia e nada... o desespero começou a aumentar e ela não tirava a mãozinha do pescoço me deixando mais tensa ainda... Tentei lhe dar um pedaço de pão seco, no intuito que ele empurrasse o chiclete... nada! Tentei bolachas e nada! Cada vez que ela fazia força pra engolir, ela chorava ou gritava de dor... eu estava em pânico a essa altura! Fiz um pirão de farinha bem durinho, fiz uma bolinha e disse:

- Engula devagar que essa bolinha vai empurrar o chiclete...
Ela fez um mega esforço e nada:
"Mãe!!!! Eu vou morrer!!! Esse chiclete nunca mais vai sair da minha garganta??? Quero que ele vai embora porque tá doendo!! buááááá"
Bem, foi aí que decidi levá-la ao pronto socorro pois já não sabia mais o que fazer. Disse:
"Filha, se acalme, vamos ao hospital, viu? Lá os médicos vão tirar o chiclete da sua garganta. Pode ser?"

Ela concordou e eu pedi que fosse até ao quarto comigo para trocar a sua roupinha, mas ela não soltava a mão do pescoço o que dificultava a troca. Pedi:
-Filhinha, a mamãe sabe que está doendo, mas agora você precisa ser fortinha e se ajudar para que consigamos colocar a sua roupa limpinha para ir ao hospital.

Ela disse:
- Mas eu tenho medo de tirar a mão da garganta... tenho medo que vai doer ainda mais... buááá buááá.
Fui, aos poucos, convencendo ela e puxando a mãozinha devagar. Quando ela afasta a mãozinha eis a surpresa!

O chiclete estava grudado no pescoço! Isso mesmo! No PESCOÇO, pelo lado de fora mesmo... hahahahah
Nesse momento, me bateu uma crise de gargalhada que ela já não entendia mais nada e chorava ainda mais! Eu tentava conversar com ela mas não conseguia parar de rir...

Até que, por fim, respirei fundo, e a acalmei dizendo que estava tudo resolvido. Era só ir tomar um banhozinho com uma bucha que o chiclete iria embora. Falei:
- Filha, segura firme que a mamãe vai puxar o chiclete que está colado no seu pescoço, mas não chora mais, viu?

E ela, secando os olhinhos, enfim, se acalmou...

Olha a cara da figurinha...
Arquivo Pessoal

Depois desse episódio, cada vez que ela iria mascar um chiclete, me perguntava se não iria grudar na "garganta" de novo. E eu, sempre respondia:
- Se você não tirá-lo da boca e levá-lo ao pescoço, não. (risos)

E hoje, uma moça linda, ri cada vez que relembramos dessa história.

Cá está ela:

Arquivo Pessoal


É uma das minhas razões de viver que me proporcionam até hoje momentos felizes e divertidos. Amo com todas as minhas forças!


"A verdade é que a gente não faz filhos. Só faz o layout. Eles mesmos fazem a arte-final."( Luis Fernando Veríssimo)



Até o próximo post. ;)

Beijos,
Dalva

4 de fevereiro de 2015

Cuca de Banana Picante (PICANTE???) - Baseado em fatos reais... Coisas de Vovó.


Minha gente, dia desses fui inventar de fazer uma cuca de banana (que ficou uma delícia, diga-se de passagem) e, por ser a primeira vez que fiz uma sozinha, enviei uma foto pra minha mamis com o objetivo de receber elogios dela, é claro.

Assim que ela viu, achou que estava linda e fofinha. Conversamos e ela me fez lembrar que, certa vez, quando ela havia feito uma cuca de banana para agradar o genro (meu marido), ela percebeu uma expressão um pouco estranha dele. Mas ele disse que estava muito boa, claro (Gilmar, super educado! hahaha)

Fui provar um pedaço e senti um gosto estranho... meio "picante". Avisei minha mãe, que foi provar também e imediatamente percebeu o que houve. Nos contou: "Gente, em vez de canela coloquei pimenta na cuca!"

Demos boas risadas naquele dia e hoje, ao relembrar via "WhatsApp", rimos novamente... essa minha mamis é uma figura!

A minha cuca eu fiz sem ovos e sem lactose e posso garantir que, apesar de eu ser suspeita, ficou uma delícia, mesmo! Prometo que, brevemente, eu posto receita aqui, ok? 


Vejam as fotinhos que mandei pelo "whats" para a minha mamis. (Sim, ela é moderna, tem whatsapp, facebook, Pinterest, e-mail, etc... rsrsrs)

Já falei dela numa postagem passada sobre "Tempos Modernos", quem ainda não leu, vale à pena, viu?


Arquivo Pessoal

Arquivo Pessoal


Nos vemos no próximo post!

Beijos,
Dalva