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9 de dezembro de 2015

Tal mãe, tal filha

Minha filha me convidou para acompanhá-la ao shopping pois precisava comprar uma roupa para uma festa de encerramento da empresa onde trabalha. Ok. Lá fui eu... Porém, como toda mulher (ela é meu bebê ainda, mas se sente uma mulherzinha, vou respeitar... rsrsrs), consagrou a via sacra por todas as lojas da galáxia que existiam naquele shopping!!

Entre idas e vindas, provas e mais provas de roupas, decisão e indecisão com o que levar, eu já estava no meu limite da preguiça e do cansaço quando me dei conta que o "papel" foi invertido. Explico: estava eu andando atrás dela o tempo todo, carregando peças, sacola, celular, avaliando as provas até que, me pego fazendo tal pergunta a ela:

- Que horas vamos comer? (importante mencionar que eu já queria comer quando chegamos ao shopping... rs)

Ela, com aquela cara de "Meu Deus, né??", respondeu:

- Calma, a gente já vai...

E assim, foram mais algumas horas e a cada meia hora, eu saía com as perguntinhas, típicas de filha impaciente/adolescente (tá, é redundante, mas quero dar ênfase mesmo!): 

- Vamos? Quase pronta? Não está com fome? Falta muito? Quer passar em mais alguma loja ainda?

E ela, incorporando o perfil de mãe, respondia:

- Calma, a gente já vai. Espera mais um pouquinho tá? Logo a gente vai comer...

Por fim, comentei com ela:

- Você parece uma "mãe" falando com a filha.

Ela retrucou:

- Mas também!!! Tu parece uma filha adolescente!!! Dá pra ter um pouco de paciência?

Logo, fui obrigada a rir da situação. Impossível não perceber a inversão de papéis. Comentamos e rimos juntas da situação. Fiz ela relembrar quantas vezes ela fez isso comigo e eu, enquanto mãe, tive que ter jogo de cintura para "driblar" a impaciência dela. hahaha

Para finalizar o nosso passeio (Aleluia!!!), ela me convidou, enfim, para fazer um lanche. Nesse momento, voltamos aos papéis originais. Sabe por que? Adivinha quem a pagou a conta??? Pois é! A verdadeira mãe, no caso, euzinha!! 


Imagem da Internet

Beijos,
Dalva

13 de novembro de 2015

As pessoas que vivem em mim

Já percebeu como vivemos várias pessoas numa só? Explico: Você se comporta exatamente da mesma forma em diversos lugares? No trabalho, na faculdade, numa roda de amigos, na academia, com a família, etc?

É muito provável que uma de suas "personagens" prevaleça mais que outras em vários lugares. Eu, por exemplo, em quase todos os "cenários", procuro manter o meu humor sempre em alta. A propósito, essa é uma das minhas características mais marcantes.

Talvez não seja regra. Mas vejo por mim como mudo meu modo de agir diante de pessoas diferentes. Em casa, vez ou outra, solto um palavrão (afinal, quem nunca né?). Minha filha me repreende e diz: "Credo! Você fala essas coisas no seu trabalho também?" É óbvio que não!!

No trabalho, uso uma linguagem mais formal, mais técnica e isso já me diferencia do jeito de falar enquanto estou na academia, por exemplo. Lá sou mais descontraída e uso uma linguagem mais coloquial. Com amigas, aproveito e falo algumas bobagens, piadas e uso as minhas gírias.

Com a família, sou a mesma "palhaça" de sempre... Hahaha Lógico que, com as pessoas mais sérias, eu também sou séria, embora, nunca perco a simpatia (modéstia às favas!).

Acredito que todos nós possuímos vários "eus". Não penso que isso seja errado, pelo contrário, isso é bom. Pois o comportamento que nos prende em algum desses locais, pode nos libertar  em outros. É uma forma de aliviar as tensões da vida. 

Só sei que, no fundo, todas as minhas "eus" se encontram numa só e me tornam uma pessoa completa e feliz. Sou todas essas, mas meus valores são iguais em quaisquer delas e é isso que importa. 

Arquivo Pessoal

Ps. Importante mencionar que o filme Loucas pra Casar, me inspirou a escrever esse post. Recomendo.

Beijos,
Dalva