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10 de maio de 2015

Dia das mães é todo dia

Ser mãe é amar incondicionalmente. Nada se compara a ouvir o coração do bebê, sonhar com seus primeiros passos e imaginar o que ele vai ser quando crescer. É sentir, para sempre, o coração bater fora do peito...

E, de repente, meus filhos cresceram!! Passaram a andar sozinhos e a não depender (tanto) de mim. Começaram a escrever o volume 2 do meu livro. Se tornaram a continuação da minha vida, só que agora, mais longe do meu colo...

A cada dia das mães, me passa um "flashback" e, inevitavelmente, bate aquela melancolia em ver que meus bebês, já não são mais meus bebês, não dependem mais de mim. Agora, são adultos que decidem a própria vida, escrevem a própria história e seguem seu caminho sem precisar dos meus conselhos.

Enfim, como diz Luis Fernando Veríssimo "A verdade é que a gente não faz filhos. Só faz o layout. Eles mesmos fazem a arte-final." E eles já sabem direitinho que é assim, mas eu preciso aprender isso e deixá-los voar com suas próprias asas... difícil, mas como todos sabem "não criamos filhos pra gente e sim para o mundo" (puro clichê).

E cá estão eles... grandes demais para o meu colo, mas cabem direitinho no meu coração.

Arquivo Pessoal

De qualquer forma, eles cresceram e já são alguém na vida. Mas e eu, o que sou agora que eles cresceram? Bem, eu sou e pra sempre serei a MÃE deles...

FELIZES TODOS OS DIAS, MÃES !!!

Beijos,
Dalva

4 de março de 2015

Coisas da velha infância

Andei comparando a minha infância com a de hoje em dia e, é óbvio, que há muita diferença! Lembrei das brincadeiras "malucas", mas muito divertidas. E que éramos muito criativos e fazíamos diversas "adaptações" emocionantes... 

Para entender, vou contar uma passagem da minha doce infância...

Bem no passado, minha mãe trabalhava em um hospital da pequena e pacata cidade de Ibirama/SC, lugarejo este, com poucas opções de lazer (continua assim, gente). Então, ela pra ajudar a gente  a ter um pouco de lazer criativo, nos trazia algumas curiosidades não usadas mais lá e que servia de acessórios para nossas brincadeiras. 

E, certa vez, ela trouxe algumas seringas* numa caixa de sapato que não seriam mais utilizadas no hospital para que eu brincasse com minhas bonecas. Porém, ela recomendou: "Espere até eu retirar as agulhas e lavar todas elas pra você brincar". Disse isso e deixou a caixa na lavação. Pensei: "Ok. Entendi direitinho, vou esperar".

Mas como toda criança, com o instinto aventureiro aflorado, não consegui esperar. Convidei meu irmão e meus primos para brincar de "Polícia e ladrão" e as armas seriam as seringas. Iríamos enchê-las de água e respingaríamos nos "ladrões" ou nos "policiais", conforme a função de cada um.

Imagem da Internet

Entretanto, algo deu errado, como era de se esperar. Minha mãe havia deixado uma panela suja de leite, cheia de água na pia (na época, se fervia o leite de vaca na panela para "matar" bactérias e eliminar impurezas - sei lá se resolvia, mas era assim). Então, era lá que a gente "abastecia" nossas "arminhas".

A seringa ainda com a agulha, pra ficar mais emocionante, enfiávamos a ponta nessa água suja de leite e puxávamos a "alavanquinha" até encher. Daí, saíamos à procura dos "inimigos"! Foi aí que me dei mal!!!

Fui atingida por alguém da minha equipe: estávamos escondidas, eu e uma prima, no meu quarto. Foi quando, abri a porta devagarinho para não ser vista pelos inimigos, mas alguém (acho que foi meu irmão) empurrou a porta com força fazendo com que meu braço fosse para trás e meu cotovelo encontrasse a seringa na mão da minha prima! 

Existe um pequeno espaço no cotovelo, entre um osso pequeno e um maior (aquele que dá calinhos) que a agulha da seringa entrou e a pamonha da minha prima, com o susto, ainda apertou e o liquido entrou em mim!!! Quando olhei para trás a primeira coisa que perguntei: "Tinha muita água suja aí?" Ela me disse, com um sorriso amarelo: "Estava cheio..." Quase morri quando vi que só tinha a metade!!!!!

Foi aí que a brincadeira terminou! Chamei todos para uma reunião e disse: "Acabou a brincadeira!! Vamos colocar tudo  no lugar e não vamos contar para a minha mãe. Me despeço aqui de todos, foi bom conviver com vocês mas vou morrer... pois aquela água suja foi introduzida em mim... devo ter algumas horas ainda..."

Todos ficaram chocados, claro!! Mas arrumaram tudo, para que a minha mãe não percebesse nossa aventura e desobediência... foram, cada um para a sua casa, assustados, e eu fui para cama, esperar a morte chegar... hahahahhaha

Claro que não morri!! Tô aqui vivinha da Silva!!  Minha mãe só soube isso, muitos anos depois, quando e gente já virou adultos e deu boas risadas! Só disse: "Vocês aprontaram cada uma e eu só descubro agora?"

Pois é, não sei se a minha infância foi melhor que as de hoje, mas garanto que emoção e aventura, não faltaram!!


Imagem da Internet


Beijos,
Dalva

*Atualmente, os hospitais dão o devido descarte para o lixo hospitalar. Na época, não havia esse cuidado.

11 de fevereiro de 2015

Filhos e suas pérolas: O Chiclete Vilão (Mais um "causo" de família)

Dia desses, vendo minha filha se arrumar para o trabalho (tão adulta e tão linda...), passando perfume no pescoço... lembrei de uma situação muito engraçada que vivi com ela quando ainda era uma garotinha, sei lá, deveria ter uns quatro ou cinco aninhos, talvez.

Certa vez, ela ganhou um chiclete e foi mascar, mas uns minutos depois, veio desesperada com a mão no pescoço gritando:
- Mãe!!!! O chiclete está grudado na minha garganta... buáááááá
Veio aos prantos e me deixou desesperada. Tentei acalmá-la:
- Calma filhinha, faça força pra engolir que ele desce pela garganta...
 (Já que eu não iria conseguir trazer de volta até a boca, né?).

Ela engolia e engolia e nada... o desespero começou a aumentar e ela não tirava a mãozinha do pescoço me deixando mais tensa ainda... Tentei lhe dar um pedaço de pão seco, no intuito que ele empurrasse o chiclete... nada! Tentei bolachas e nada! Cada vez que ela fazia força pra engolir, ela chorava ou gritava de dor... eu estava em pânico a essa altura! Fiz um pirão de farinha bem durinho, fiz uma bolinha e disse:

- Engula devagar que essa bolinha vai empurrar o chiclete...
Ela fez um mega esforço e nada:
"Mãe!!!! Eu vou morrer!!! Esse chiclete nunca mais vai sair da minha garganta??? Quero que ele vai embora porque tá doendo!! buááááá"
Bem, foi aí que decidi levá-la ao pronto socorro pois já não sabia mais o que fazer. Disse:
"Filha, se acalme, vamos ao hospital, viu? Lá os médicos vão tirar o chiclete da sua garganta. Pode ser?"

Ela concordou e eu pedi que fosse até ao quarto comigo para trocar a sua roupinha, mas ela não soltava a mão do pescoço o que dificultava a troca. Pedi:
-Filhinha, a mamãe sabe que está doendo, mas agora você precisa ser fortinha e se ajudar para que consigamos colocar a sua roupa limpinha para ir ao hospital.

Ela disse:
- Mas eu tenho medo de tirar a mão da garganta... tenho medo que vai doer ainda mais... buááá buááá.
Fui, aos poucos, convencendo ela e puxando a mãozinha devagar. Quando ela afasta a mãozinha eis a surpresa!

O chiclete estava grudado no pescoço! Isso mesmo! No PESCOÇO, pelo lado de fora mesmo... hahahahah
Nesse momento, me bateu uma crise de gargalhada que ela já não entendia mais nada e chorava ainda mais! Eu tentava conversar com ela mas não conseguia parar de rir...

Até que, por fim, respirei fundo, e a acalmei dizendo que estava tudo resolvido. Era só ir tomar um banhozinho com uma bucha que o chiclete iria embora. Falei:
- Filha, segura firme que a mamãe vai puxar o chiclete que está colado no seu pescoço, mas não chora mais, viu?

E ela, secando os olhinhos, enfim, se acalmou...

Olha a cara da figurinha...
Arquivo Pessoal

Depois desse episódio, cada vez que ela iria mascar um chiclete, me perguntava se não iria grudar na "garganta" de novo. E eu, sempre respondia:
- Se você não tirá-lo da boca e levá-lo ao pescoço, não. (risos)

E hoje, uma moça linda, ri cada vez que relembramos dessa história.

Cá está ela:

Arquivo Pessoal


É uma das minhas razões de viver que me proporcionam até hoje momentos felizes e divertidos. Amo com todas as minhas forças!


"A verdade é que a gente não faz filhos. Só faz o layout. Eles mesmos fazem a arte-final."( Luis Fernando Veríssimo)



Até o próximo post. ;)

Beijos,
Dalva

4 de fevereiro de 2015

Cuca de Banana Picante (PICANTE???) - Baseado em fatos reais... Coisas de Vovó.


Minha gente, dia desses fui inventar de fazer uma cuca de banana (que ficou uma delícia, diga-se de passagem) e, por ser a primeira vez que fiz uma sozinha, enviei uma foto pra minha mamis com o objetivo de receber elogios dela, é claro.

Assim que ela viu, achou que estava linda e fofinha. Conversamos e ela me fez lembrar que, certa vez, quando ela havia feito uma cuca de banana para agradar o genro (meu marido), ela percebeu uma expressão um pouco estranha dele. Mas ele disse que estava muito boa, claro (Gilmar, super educado! hahaha)

Fui provar um pedaço e senti um gosto estranho... meio "picante". Avisei minha mãe, que foi provar também e imediatamente percebeu o que houve. Nos contou: "Gente, em vez de canela coloquei pimenta na cuca!"

Demos boas risadas naquele dia e hoje, ao relembrar via "WhatsApp", rimos novamente... essa minha mamis é uma figura!

A minha cuca eu fiz sem ovos e sem lactose e posso garantir que, apesar de eu ser suspeita, ficou uma delícia, mesmo! Prometo que, brevemente, eu posto receita aqui, ok? 


Vejam as fotinhos que mandei pelo "whats" para a minha mamis. (Sim, ela é moderna, tem whatsapp, facebook, Pinterest, e-mail, etc... rsrsrs)

Já falei dela numa postagem passada sobre "Tempos Modernos", quem ainda não leu, vale à pena, viu?


Arquivo Pessoal

Arquivo Pessoal


Nos vemos no próximo post!

Beijos,
Dalva

28 de janeiro de 2015

Tempos modernos... A tecnologia ao alcance das vovós.

Aiiinnn gente!!!

Tive de publicar aqui! Não me aguentei!!

Que a minha mãe é linda, fofa, maravilhosa não há dúvidas! Mas agora, para a minha alegria ela é uma "mulher tecnológica"!!! Sim!! Pasmem vocês que ela comprou um tablet e já tem conta no Facebook, no WhatsApp, no Gmail e no Skype!! 

Vocês não imaginam o que isso significa para uma pessoa que mal concluiu o ensino fundamental (mais precisamente, foi até o quarto ano daquela época). E acreditem, ela se adaptou facilmente a essa tecnologia! Fomos ajudando no início e, hoje, a bichinha já está dominando a novidade... hahaha

Agora, posso dizer que minha mãe está "GLOBALIZADA"... hehehe


Imagem da internet

Agora, falando sério, é bem verdade que a expectativa de vida das pessoas tem aumentado e com isso, o interesse dos idosos em estarem "por dentro" da modernidade está crescendo também. E isso é bom! 

Chega de ver os velhinhos esperarem a morte chegar... hoje em dia, estão mais felizes, praticando esportes, cuidando da saúde e até namorando (que é o caso da minha mamis... rs). 

Fico feliz de verdade com isso, pois estou me preparando agora para ter uma velhice saudável e acompanhando a modernidade. Quero ser uma "velhinha tecnológica!" haha

Minha mamis acompanha vários sites de notícias, receitas, fofocas, etc... E isso, ela foi descobrindo sozinha. Não é de se orgulhar, gente?

Então, abaixo estamos eu e a minha mamis moderninha. E ela, gargalhando de alguma "bobiça" que falaram pra nós... haha


Arquivo Pessoal

Não é uma fofa??

Beijos,
Dalva

27 de outubro de 2014

Crianças na cozinha

Como é bom ter memórias, né?
Imagem da Internet

Eis que estava fazendo um bolo (receita aqui) pra família tomar um café da tarde e senti falta de um "braço" pra me ajudar. Tá, poderia ser uma mão, mesmo. Daí, chamei meu marido fofo pra bater a massa, uma vez que eu não tenho batedeira (tenho que rever isso daí. Acho que será minha próxima aquisição aqui em casa). Enfim, ele veio fazer a obrigação de marido e me ajudou.

E foi aí que eu lembrei que, quando a minha filha era pequeninha, ela sempre me pedia pra ajudar com as minhas receitas. E, muitas vezes, eu não a deixava por conta da bagunça que ela fazia e por conta da minha pressa. 

Certa vez, estava eu fazendo um bolo, quando ela se chegou e disse: 
- "Mãe posso colocar os ingredientes?"

Respondi:
-"Não, filhota, não precisa pois eu coloco mais ligeiro."

Aí, comecei a bater a massa e ela insistiu:
- "E agora, posso bater a massa?"

Respondi:
- "Querida, pode deixar pois eu bato mais ligeiro."

Ela respeitou, ficou me olhando e, quando fui untar a forma, ela tentou de novo:
- "Mãe, e a forma, eu posso untar?" (na verdade, ela usou outra palavra pois não conhecia "untar". Porém, eu não lembro qual foi, por isso, deixa essa mesmo). 

Respondi de imediato:
- "Filha, deixa que a mamãe faz isso, pois faço mais ligeiro, daí logo teremos bolo para comer, certo?" 

Então, ela debruçou-se sobre a mesa e ficou me olhando com aquela carinha de "cachorrinho sem dono" e fez a última tentativa:
- "Mãe, e olhar eu posso ou você olha mais ligeiro??" 

(haha) Daí, não resisti, né? Amassei aquela garotinha até ela não aguentar mais, enchi de beijinhos e deixei ela dar as últimas batidinhas na massa a deixando bem feliz.

Como é bom relembrar essas fases da nossa vida... e hoje ela é uma "mulherzinha" (Gente!! Cresceu muito rápido!) e tem a vida mais agitada que o meu liquidificador... hahaha 
Bem provável que, atualmente, ela entenda o significado da palavra pressa.

E assim, a vida segue.

Até mais!

Beijos,
Dalva