Não é segredo para quem me conhece que a chegada da velhice me assusta um pouquinho, né? Bem, sempre que me imagino velhinha, longe dos meus filhos, bichos, amigos e de todos os tipos de amores que tenho, me bate uma depressão danada!
Mas quando me deparo com certas leituras sobre esse assunto, vejo que não sou a única a me preocupar com isso. Porém, algumas outras pessoas, pensam diferente de mim. Me deparei com esse texto e não resisti em compartilhar aqui! É muito bom!!!
O Tempo que Foge, de Ricardo Gondim (Há quem diga que é de Mário Coelho Pinto de Andrade):
“Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para a frente do que já vivi até agora. Tenho muito mais passado do que futuro.
Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas. As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos. Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral.
As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos. Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa.
Sem muitas cerejas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, quero caminhar perto de coisas e pessoas de verdade.
O essencial faz a vida valer a pena. E para mim, basta o essencial!"
Não é lindo??? Algumas coisas já tenho colocado em prática. Agora, vou aprimorar e aproveitar a delícia de estar na idade que estou, curtindo somente o essencial!!
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Beijos,
Dalva



